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Água: quanto você precisa ingerir por dia?

O quanto de água devemos ingerir por dia?

 

Muita gente acha que 2 litros de água deve ser ingerido por dia, mas isso, de fato, não é correto. Mas por quê?

Na realidade, devemos ingerir entre 1 a 2 litros de água por dia, segundo os médicos, por segurança. Mas cada organismo possui uma cota mínima diferenciada, dependendo do seu dia-a-dia. Há muita diferença entre o gasto de água de quem vive andando na rua, pratica esportes e o de uma pessoa que trabalha sentada, segundo fisiologistas.

Mas como os médicos chegaram a essa quantidade de 2 litros? O corpo de um adulto gasta em 24 horas uma média de 2 litros de água em funções como digestão, respiração, transformação dos nutrientes em energia e também por meio do suor e da urina. E é desse cálculo de gastos que vem a quantidade de água indicada.

O importante é manter a homeostase do corpo, que é seu estado de equilíbrio. Ou seja, o que foi consumido precisa ser reposto. Essa é a tese. Porém, não se pode generalizar. Cada pessoa deve beber a quantidade adequada para o seu caso e o seu estilo de vida. Afinal, o metabolismo, a estrutura corpórea, o tipo de exercício físico e até o clima são variáveis que precisam ser levadas em conta, segundo o fisiologista Paulo Zogaib, do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, que também é especialista em medicina esportiva.

E como calcular o gasto diário de líquido? Para ter uma noção mais precisa, a pessoa deve se pesar no começo do dia e depois de 2 horas de trabalho. A diferença representa o quanto foi consumido de água nas funções rotineiras, exemplo: se você perdeu 80 gramas, vai ter que repor 80 ml de água. Ou seja, a cada grama corresponde 1 mililitro. Como um copo de água equivale a cerca de 200 mililitros, faça a conta. Quem pratica atividade física deve subir na balança antes e depois da malhação. E, se beber água nesse período, tem que deduzir a quantidade ingerida do resultado final. Some também a água embutida em outras bebidas, como sucos, e nos alimentos. Exemplo, uma fatia de melancia tem 90% de pura água.

Quem tem uma dieta balanceada e não faz exercício pode cortar aquela recomendação de 1 a 2 litros pela metade.

Em todo caso, o organismo humano dispõe de um mecanismo natural, a sede, que evita a desidratação, o que não quer dizer que tenhamos que esperar a vontade de beber para podermos nos hidratar.

A cor da urina também é reveladora: se ela estiver bem clarinha, a hidratação está em dia.

E atenção: água de menos faz mal. Quando não temos uma boa hidratação, a evacuação fica mais difícil e o volume de urina diminui. Mais à frente, a pele, os cabelos e os olhos ficam ressecados. O próximo sinal da falta de água é o aumento do cansaço e da sonolência e a diminuição de concentração, que indica uma queda no fluxo de oxigênio.

E se a falta de água faz mal à saúde, água em demasia pode sobrecarregar o sistema urinário. A pessoa acaba tendo que pôr a sobra para fora e a urina leva embora uma quantidade muito grande de sais minerais, vitaminas do complexo B e sódio. Cerca de 3 litros ou 50% acima do que foi perdido já é excesso.

Perigo para os atletas

Um estudo publicado pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e divulgado pela imprensa, deixou muita gente com medo. Ele dava conta de que água em excesso pode causar hiponatremia, distúrbio que provoca inchaço do estômago, vômito, fadiga extrema, perda de concentração e até a morte. Trata-se de uma combinação perigosa: a perda de sódio pelo suor exagerado durante a prática de esporte e a ação da água em abundância, que dilui ainda mais a substância. Déficit de sódio é coisa séria. O mineral mantém o volume dos líquidos corporais, atua na contração muscular e ajuda a absorver a glicose. A notícia deve alterar somente os conceitos de hidratação dos atletas. Quem faz atividade física normal não corre esse risco, até porque dificilmente vai tomar muita água, como fazem os esportistas.

 

 

Fonte: Saúde.Abril

Sobre Roxana

Roxana Brasil é personal trainer licenciada em Educação Física pela UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, pós-graduada em Treinamento Desportivo pela UFRJ/CeCeFex, mestre em Ciência da Motricidade Humana pela UCB – Universidade Castelo Branco, Rio de Janeiro. É representante internacional da Aquatic Exercise Association (AEA – EUA), ministra certificações em hidroginástica, é Master Trainer Hydrorider – Itália e organizadora das certificações em ciclismo aquático.

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